Violência Obstétrica durante e após o parto em Natal/RN: um relato chocante

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Mulher surtada come placenta, agride médico e corre nua em hospital de Natal. Foi assim que este caso surgiu na mídia, na semana passada. Massivamente divulgada, origem de inúmeros memes e piadinhas sobre placentofagia, a notícia apresentava o relato de um obstetra de Natal visivelmente desatualizado, diante de uma mulher que exigia apenas uma coisa em seu parto: RESPEITO. Aos seus direitos, a sua autonomia e às evidências científicais mais atuais. Por exigir isso, ela foi humilhada, ridicularizada, emocionalmente destruída.

Dez dias após o nascimento de seu filho, essa mulher corajosa decidiu escrever o seu lado da história. Ela mergulhou de volta em sua dor para que esta história de violência não acabe, como tantas outras, esquecida, silenciada, normalizada. Não podemos mais aceitar esse tipo de tratamento como rotina nos hospitais. 

"Esse é o relato dela.
Absolutamente chocante.
E vai continuar acontecendo. Todos os dias. Com centenas de mulheres.
Até que tenhamos medidas concretas para coibir e punir a má prática que faz, todos os dias, novas vítimas.
Olhe para seu país. Olhe para suas mulheres.
Há violência, mutilação e horror aqui mesmo.
E encarada como normal, ou rotina." 
Por Cientista que Virou Mãe

A seguir, o relato na íntegra:

Parto é Metamorfose

 

Aí a gestante em trabalho de parto se descabela, fala "pra quê que eu fui inventar de ter parto normal?! Só posso ser louca mesmo! Todos os cesaristas da minha família estavam certos!" (entre outras, rsrs)
Vc por um segundo olha para ela e se pergunta se ela vai ficar traumatizada com tanta dor.

Aí o bebê nasce....

E 48h depois a mesma mulher comenta que esse parto foi simplesmente a experiência mais transcendental de toda a sua vida, e que ela descobriu muito de si mesma naquela hora, com aquela dor.
E te agradece por tê-la ajudado a enfrentar tudo aquilo e chegado até o final.

Tá vendo porque eu amo meu trabalho? É ISSO que faz tudo valer a pena, as longas horas de espera, as noites sem dormir, as dores no corpo, as ansiedades na madrugada, as raivas passadas com o sistema escroto que impede as mulheres de viverem essa experiência incrível.

Ele nasceu, ela renasceu.
E eu estava lá!

Eu vi isso acontecer, eu ajudei, só estando ali ao lado, sem falar nada, confiando nela quando ela não confiava. É isso que eu faço.

Eu olho para a mulher com dor e sorrio. Sorrio não porque ela está com dor, mas porque ela está em transformação. A metamorfose feminina é o meu chamado, a minha vida.


Não consigo imaginar trabalho melhor!

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Obrigada!
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